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Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010
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Pátio da Fiat, em Betim, está cheio de carros incompletos
A briga contra o repasse de preços se espalha pela economia. Primeiro, supermercados boicotaram reajustes que consideram injustificáveis. Agora, a batalha é na indústria automobilística. O pátio da Fiat, em Betim, está cheio de carros incompletos. As rodas estão sem calotas. Na ordem de serviço, a relação das peças que faltam para montar o carro: pneus e lanternas. Ontem, os funcionários já foram dispensados mais cedo. Hoje, a linha de montagem parou. Ao todo, 7.200 metalúrgicos deixaram de trabalhar nesta sexta. São funcionários da linha de produção. Segundo a Fiat, o motivo da paralisação é a falta de peças para a fabricação dos carros. Mil e oitocentas unidades deixaram de ser produzidos nesta sexta-feira. A montadora está negociando os preços com os fornecedores de peças. Em nota oficial divulgada no início da noite, a Fiat informa que o "o aumento dos preços neste momento é uma barreira à retomada do crescimento do mercado interno e que o mercado não suportaria o repasse de preços de matéria prima". O Sindicato Nacional da Indústria de Autopeças, alega que nos últimos três meses houve um aumento de 30% no preço do aço, matéria prima para a maioria das peças. Por isto, os fabricantes teriam que repassar um aumento de 18%. |
