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Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010
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Fiat parará sua produção
Mais uma montadora vai botar o pé no freio por causa das vendas fracas. Na próxima segunda feira, a Fiat deve parar toda a produção. Por causa da retração do setor, montadoras, revendedoras e trabalhores elaboraram propostas para aumentar as vendas de carros. Algumas já foram apresentadas ao governo. Vendas em queda, automóveis parados nos pátios das montadoras. No setor automobilístico, os estoques equivalem a dois meses de vendas. Para reduzir o número de carros nos pátios, a maioria das fábricas deu férias coletivas para os trabalhadores. A retração do mercado entretanto não tem evitado os reajustes de preços. No primeiro semestre, o aumento médio foi de 6,63% segundo a Fipe. Acima da inflação registrada pela fundação, de 5,29% no período. O segundo semestre já começa com novos reajustes. A Volkswagen acaba de anunciar aumento médio de 1,5% nos preços. A Fiat, de 0,48% a 2,5%. Reajustes que não ajudam a esvaziar os pátios mas que esvaziam as concessionárias. As vendas no varejo recuaram 7,5% de janeiro a junho. Mas os revendedores acreditam que o movimento deve se recupar a partir de agora. "Só vai ter boas notícias no segundo semestre. Estamos saindo de um primeiro semestre que foi atípico. Só pode melhorar", acredita Hugo Maia Pereira, presidente da Fenabrave. Enquanto isso não acontece, representantes do setor, sindicatos e governo analisam maneiras para incentivar as vendas de veículos. No caso de caminhões, o pacote de incentivos já tem nome: modercarga. Os estudos - feitos pelo Bndes - prevêm crédito a custo baixo para renovar a frota. Também não faltam idéias para retomar a venda de carros. Sindicalistas e empresários do setor propõem entre outras medidas financiamento mais barato de veículo e redução de impostos. Um dos projetos é da Fenabrave - a federação que reúne as concessionárias - e tem como objetivo estimular as vendas de carros de até R$ 18 mil e R$ 500 mil. Para isso, a entidade quer a criação de um fundo de investimento lastreado em títulos públicos. O futuro comprador faria depósitos mensais nesse fundo - uma espécie de poupança - e, depois de um ano teria direito a comprar um veículo financiado com vantagens, como juro mais baixo. A proposta já está no Ministério da Fazenda. O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, está em São Paulo. Há expectativa de que o ministro se encontre com representantes do setor automotivo, mas essa reunião não foi confimada pela assessoria do ministro. |
