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Professor Maritônio
Mário Gabardo: Assassinos que ainda gozam da mais hedionda impunidade
 
06/07/2010
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O descaso das autoridades gaúchas, após 56 meses do crime que tirou a vida do jovem empresário Mário Gabardo, só contribui para aumentar o sentimento de perda de sua família. Hoje, Mário estaria completando 25 anos de idade. Uma vida inteira perdida da noite para o dia... A busca por justiça continua no apelo incansável de seu pai, o qual transcrevemos abaixo:

 

Por Sérgio Gabardo

Nesta sexta-feira, 9 de julho de 2010, meu filho Mário estaria completando seus 25 anos de idade.
Mas assassinos cruéis e até hoje impunes, impediram que ele pudesse estar entre nós nesse dia tão significativo, e repleto de doces lembranças e de muita, mas muita saudade mesmo.
Na noite de 29 de setembro de 2005, meu filho Mário foi covardemente assassinado quando se dirigia a um churrasco de confraternização com amigos de infância, como fazia semanalmente. Não pôde chegar ao destino. Foi morto por dois elementos, cujos nomes até agora as autoridades da segurança pública não identificaram para serem punidos pela Justiça.
De lá para cá, tenho vivido um período em que as coisas parecem acontecer automaticamente. Meu gosto pela vida, desabou.
A cada dia que passa sinto um imenso vazio, deixado pela ausência do meu filho Mário, que teve sua vida, aos 20 anos, interrompida por assassinos que ainda gozam da mais hedionda impunidade.
Apesar dos meus esforços, no sentido de tentar sensibilizar as autoridades da segurança pública, têm sido em vão. Falta vontade política para que descubram exatamente o que aconteceu naquela trágica noite e, principalmente, quem foram os executores ou mandantes desse bárbaro crime.
Lágrimas parecem brotar nos meus olhos nos momentos mais diversos. A dor que sinto no peito é, por vezes, incontida. Preciso interromper qualquer coisa que esteja fazendo para tentar me recompor.
É algo inimaginável para alguém que nunca passou por uma situação semelhante: para quem nunca perdeu um filho em circunstâncias tão misteriosas e sem a menor explicação para o fato.
Acordo no meio da noite e não consigo mais dormir.
Sinto uma falta imensa da presença do meu filho.
Já teria concluído o curso de Direito que fazia na PUC-RS. Talentoso, tinha um comportamento ímpar: sério, honesto e trabalhador. Carinhoso com os que conhecia. Amigo dos amigos. Cultivava a família como um dos seus vasos de flores.
Enfim, meu filho Mário, que nesta sexta-feira completaria 25 anos de idade, hoje está no céu. Enquanto choro sua ausência e me envolvo nessa imensa saudade, onde estiver, está ao meu lado, me protegendo e me iluminando. Pena, mas pena mesmo, que não possa estar aqui, de corpo presente, continuando a repassar ensinamentos, apesar da pouca idade.
Em quanto isso, as DITAS autoridades levam o crime com TOTAL descaso!!!!!!!


Sérgio, Pai do Mário